Open Field

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A revista Trip estreou seu podcast com uma entrevista comigo, além de tocar músicas de artistas do selo.

A edição de abril da Wire rasga elogios para o Müvi e comenta o show do Romulo Fróes na festa da Peligro. Clique aqui para ler.

Leia uma matéria com o selo na Trama Virtual.

Ouça uma edição especial do podcast Discofonia, do nosso amigo Guilherme Werneck, sobre o selo.

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ruído/mm “A Praia” (GRR038; 2008)
> post-rock; experimental

Terceiro registro do quinteto curitibano que deu origem ao duo Índios Eletrônicos. Se você achava que eles não podiam ir além, pense duas vezes. Traçando um paralelo com o desert-rock de Friends of Dean Martinez (e conseqüentemente Calexico e Giant Sand), o grupo faz seu post-rock andar linhas cinematográficas e encontrar nomes como Godspeed You! Black Emperor e Ennio Morricone nessa tal praia. Deserta, é claro. Absolutamente surpreendente!

01. Praieira
02. Sanfona
03. Novíssima
04. Caixinha de Música
05. Célula Dois
06. Stravinsky Sky
07. A Praia



Rohrer / Mazurek / Takara / Barella “Projections of a Seven Foot Ghost” (GRR037; 2008)
> improv; experimental

Thomas Rohrer e Miguel Barella são pratas da casa, com um trabalho de improvisação livre carregado de guitarras e saxofones processados. Pra essa formação inédita, juntam-se a eles Mauricio Takara e Rob Mazurek, cujos currículos extensos incluem nomes como Hurtmold e Chicago Underground, além da franquia São Paulo Underground, onde colaboraram pela primeira vez. Basta dizer que o que esses caras podem fazer é pouco para esse disco duplo.

01. Midnight in the Land of Twisters
02. Reverse Lightning, and the Drum of Perpetual Springtime
03. Nightmares Are Over-Rated



Walverdes “90°” (GRR036; 2008)
> grunge; punk-rock

Em 2008, o power-trio gaúcho Walverdes completa nada menos que 15 anos de existência. Gravado entre 1998 e 1999 e lançado pelo selo Monstro, o EP 90° é considerado o primeiro grande registro do trio, na época um quarteto, depois de quatro demos e um álbum. Grunge, punk e garage-rock na medida certa, com refrões pegajosos e guitarras distorcidas em alto e bom som. Não deixe de acompanhar causos clássicos em www.walverdes15.blogspot.com.

01. Câncer
02. Meu Bar
03. Eu Vou Sobreviver
04. O Tempo Que Eu Perdi
05. Spaghetti
06. Música Away
07. 1996
08. Vem



Blanched “Avalanched” (GRR035; 2007)
> post-rock; experimental

Gravado em 2006, o terceiro registro do grupo gaúcho finalmente surge à tona, numa época em que o quinteto passa por um hiato indeterminado. Se no último capítulo, Blanched toca Angelopoulos, de 2004, seguiam com precisão a escola pós-Mogwai de Mono e Explosions in the Sky, agora vemos uma banda mais madura, de composições livremente estruturadas e afinações atípicas, experimentando novos instrumentos como flauta transversal e acordeão.

01. Avalanche #
02. Barbaritude
03. O Final de O Incrível Hulk
04. Avalanched
05. Cora
06. Valsa #



Bonifrate “Os Anões da Villa do Magma” (GRR034; 2007)
> psych-folk; folk-rock

O baú dos Supercordas guarda segredos como Psylocibian Devils e Vitrola Photossintética, projetos antigos, porém não esquecidos, de seus integrantes. Dessa safra emerge o segundo registro do guitarrista e vocalista Bonifrate, gravado em 2005. A sonoridade já apontava pra o que viria a desenvolver com o genial Seres Verdes, dos Supercordas, buscando idéias na psicodelia e folk-rock, tirando a cartola para os mestres Syd Barrett, Beto Guedes e Beatles.

01. Os Anões da Villa do Magma (Parte 1)
02. Céu & Chão
03. Bolhas de Vidro
04. Os Anões da Villa do Magma (Parte 2)
05. Estudo Rural em Ré Maior
06. No Try (Capela)
07. Kissing by the Lake
08. Rumo à Lua num Tapete Voador
09. O Álcool é Piegas
10. Mini-Plasma
11. Os Anões da Villa do Magma (Parte 3)
12. Minha Casa Orgânica



Colorir + Koll Witz “4 Não Lugares” (GRR033; 2007)
> improv; experimental

A incansável dupla gaúcha Colorir ainda encontra tempo pra organizar seu próprio festival, dedicado à música livre. Itinerante, como seus criadores, o evento gera o intercâmbio entre artistas como Pan&Tone, Índios Eletrônicos e Constantina, só pra ficar nos colegas de selo, e trouxe ao país nomes como o polonês Zbigniew Karkowski. Essa gravação, com o duo de improvisação livre orgânico-acústica Koll Witz, é o registro de uma dessas incríveis festas.

01. Vento
02. Água
03. Fogo
04. Terra



Colorir “Música Livre” (GRR032; 2007)
> improv; experimental

Militando nas mais diversas frentes, o Colorir já levou sua música para praias, praças e até manicômios. Suas ações fogem tanto do padrão que a gente até estranha quando os caras se envolvem em algo mais convencional, como emprestar suas composições instantâneas para a trilha sonora de um documentário. A não ser que o tema seja música livre, talvez a grande bandeira da dupla. Gravado ao vivo, sem intervenções, no Teatro de Arena de Porto Alegre.

01. Faixa 1 [trecho 1] [trecho 2]



Colorir “Os Humores do Poeta” (GRR031; 2007)
> improv; experimental

Acho que o Colorir escolhe seus desafios por eliminação. Dá até pra enxergar Peter Francis e Dom Pedro sentados num banco de praça se perguntando o que fazer. Um giro pela Ásia? Boa. Usar um gerador pra tocar dentro de uma cachoeira? Já foi. Fazer a alegria da piazada de uma escola primária? Feito. Deve ter sido assim que caíram na dança contemporânea. A dupla apresentou sua trilha sonora também ao vivo, em turnê com a Cia de Dança Mimese.

01. Tálvéz
02. Leram Minha Alma
03. Cangaceiro
04. A Cidade Foi Construída Para Uns Ajudarem Aos Outros
05. O Grande Improviso



Colorir “A Clínica do Olho” (GRR030; 2007)
> improv; experimental

Como num jogo, o novo disco do duo nômade gaúcho explora diferentes combinações entre guitarra e bateria. Cada uma das seis faixas foi gravada num único take, em salas diferentes e no improviso, com regras distintas. Por exemplo, numa delas, o baterista Peter Francis só escuta seu instrumento, enquanto o guitarrista Dom Pedro escuta os dois, com o metrônomo marcando o compasso. Noutra, eles invertem tudo e ainda dispensam o metrônomo. Insano!

01. Faixa 1
02. Faixa 2
03. Faixa 3
04. Faixa 4
05. Faixa 5
06. Faixa 6



Luna Remoto “Luna Remoto” (GRR029; 2007)
> indie-rock; twee

Resgatando os diários da época do colegial, quatro garotos do interior paulista notaram que suas análises sobre a vida não haviam mudado tanto assim. Adultos que ainda são crianças, crianças que já são adultos. A trilha sonora não pode ser outra senão aquele pop perfeito, de melodias grudentas e refrões intensos, vocais doces e guitarras contagiantes, como Apples in Stereo e Teenage Fanclub aprenderam com Beach Boys e Beatles. Clássico instantâneo!

01. Quando as Nuvens
02. Herói de Plástico
03. O Estranho Vendedor de Sonhos
04. Barco Voador
05. O Bônus e o Crochê
06. O Menino Que Fazia Cometas
07. Capitão Gelado
08. Verônica e o Guarda-Chuva



Hotel “Térreo” (GRR028; 2007)
> psych-rock; experimental

Projeto do inquieto Douglas Dickel (Blanched, input_output, Pelicano), inspirado no Desert Sessions de Josh Homme, ou seja, a idéia é convidar músicos de bandas diferentes, ou que não costumam tocar juntos, trancar num estúdio e só sair com um disco pronto. Na primeira sessão, Douglas recebe Marcelo Koch (Blanched), Renan Stiegemeier (Farveste, Pelicano) e Yury Hermuche (Firefriend), em improvisos psicodélicos no estilo Acid Mothers Temple.

01. Quarto 110
02. Quarto 115
03. Quarto 106
04. Quarto 101
05. Quarto 104



Sebastião Estiva “Meu Paranã: Verdades, Mitos e Falácias” (GRR027; 2007)
> indie-rock; outsider

Após homenagear Tocantins, Acre e Amazonas, o recluso Sebastião Estiva leva adiante seu plano de gravar um disco para cada estado brasileiro. Acompanhado por músicos anônimos espalhados por todo país, Estiva faz seu disco mais bem produzido e esbanja conhecimento ao lançar seu olhar antropológico às minúcias regionais paranaenses, entre épicos militares, vinhetas gastronômicas, hits para as pistas e análises comportamentais do jovem moderno.

01. Um Delicioso Almoço em Família no Madalosso
02. Garritão
03. Antropologia
04. Tenente Rodrigues
05. Parananá
06. Véio Safado (Para Dalton Trevisan)
07. A Última Moda em Londrina
08. Para Fazer Tai-Chi nas Cataratas do Iguaçu
09. Eu Aposto Que Você Parece Uma Puta na Pista de Dança
10. Bom Retiro
11. Um Autêntico Barreado Morretense no Madalozo
12. Francine Terá Sua Vingança em Curitiba
13. Exodus
14. Curitiba



Índios Eletrônicos & Angelo Esmanhotto “Hindustrial” (GRR026; 2007)
> experimental; space-rock

O novo disco de André Ramiro e João XXIII é uma colaboração com Angelo Esmanhotto, compositor de trilhas sonoras e especialista em música clássica indiana. Gravado ao vivo, o registro marca o encontro do arsenal indígena de pedais e amplificadores e a delicadeza do sarode do professor. Curiosamente, em sânscrito, sarode (sho-rode) significa barulho bom, o que dá um crédito secular para essa ruidosa, porém harmônica, rivalidade extra-sensorial.

01. Lobisomem Tubarão
02. Pianinho Mágico
03. Anjo Anjo
04. Orfanato de Cobras
05. Sonata para Elefantes



Objeto Amarelo “Veloz2Volks” (GRR025; 2007)
> pós-punk; experimental

Você já deve ter lido por aqui algumas vezes o meu pesar em relação ao término do Objeto Amarelo. Apaga tudo! A banda como conhecíamos, acabou mesmo. Mas o Objeto Amarelo dos discos continua firme e forte, direto da mente de Carlos Issa. Nesse EP de cinco faixas, gravado em 2006, encontramos paisagens mais melancólicas, com sonoridades angustiantes e ambiências reflexivas. Calma, o punk rock primitivo e o niilismo no wave ainda respiram.

01. Sol2
02. Futuro Sombra
03. Brilha e Corre
04. Rodeio Medieval
05. Tropa Azul



Chambaril “Chambaril” (GRR024; 2007)
> indietronica; lo-fi

Diretamente de Recife, a dupla Chambaril tem tudo a ver com artistas como Avalanches e Go! Team, apesar de completamente imersa na cultura local. A questão é que são capazes de reunir numa só faixa um incontável número de samples e referências, além de estética e sonoridade completamente lo-fi, mais ritmos e batidas que reverenciam a verdadeira música popular brasileira. Psicodelia, hip hop e música brega, compilados numa fita cassete. Foda!

01. Setembro
02. Som de Ladrão
03. Desculpa Aí
04. Deixa Cair
05. Amado Membro
06. Mendes
07. Muurs
08. Feel Good, Right?
09. Senhoras e Senhores
10. The Funker
11. Bicudo Samba Clube
12. Em Busca da Cachorra Perfeita
13. Ainda Tem
14. A Casa Caiu
15. Março
16. Fique Calmo



Pan&Tone “Estéreo Tipo ou Panorâmico Tonal” (GRR023; 2007)
> idm; experimental

Projeto do gaúcho Cristiano Rosa, o Pan&Tone mexe com sons eletrônicos e improvisados, sobrepondo camadas de samples e freqüências, depois filtrando-as através de sintetizadores. Além disso, o cara constrói seus instrumentos e modifica outros equipamentos sonoros com técnicas como hacking e circuit-bending (basicamente um pequeno curto-circuito que gera padrões aleatórios). Vale uma visita em www.panetone.org pra entender por fotos e vídeos.

01. Intro
02. Céu
03. Gliss
04. Helik
05. Joy
06. Dely
07. Painel
08. Verso
09. Once
10. Cubea
11. Ap. 303
12. Arc
13. Bugre
14. Debris
15. Dna Maria 2e



Plato Divorak “Besta Luminosa” (GRR022; 2006)
> psych-rock; folk-prog

Lenda viva da psicodelia brasileira, o gaúcho Plato Divorak inseriu seu nome na história da nossa música com bandas como Lovecraft, Momento 68 (com Sandro Garcia) e uma dupla com Frank Jorge, entre outros projetos. Besta Luminosa é seu terceiro disco solo e compila todo material inédito gravado entre 1997 e 2002, incluindo versões de faixas de Pink Floyd e De Falla e participações de Astronauta Pingüim, Edu K e as bandas Clepsidra e Shazams.

01. Você Me Disse
02. Quero o Teu Amor
03. O Mathabaratha (Versão Original)
04. Zebra
05. Lives in Slow-Motion
06. Poema Visual
07. Colourful Connection
08. Siga
09. Brotolândia Queen Rangers
10. A Irmã do Cientista
11. O Light-Show de uma Civilização
12. Lucifer Sam
13. Reflexos da Costa Oeste



Constantina “Jaburu” (GRR021; 2006)
> post-rock; experimental

Depois do lançar o auto-intitulado álbum de estréia, o grupo mineiro passou por uma época de mudanças, inclusive na formação, que os levou a repensar seus rumos. Documentando a fase de experiências e apontando pra novos caminhos, essas oito faixas passam por versões de músicas do primeiro disco até estudos de timbres e texturas. Em suas palavras, “registros ao vivo de momentos em livre (in)consciência criativa”. Vale citar também a belíssima arte.

01. De Encontro ao Acaso
02. S/T02
03. Treinando Para Ser Chuva (Versão 2)
04. S/T04
05. Tudo Possui Um Lugar (Versão 2)
06. S/T06
07. Jaburu
08. 5 de 25



Lulina e os Causadores “Translúcida” (GRR020; 2006)
> indie-rock; twee

Primeiro álbum de estúdio da cantora recifense, também o primeiro registro com sua banda paulistana, os Causadores. Translúcida é um disco de transição entre os registros caseiros, que já somam por volta de sete álbuns, e o futuro Cristalina, sua estréia oficial. Misturando inéditas e releituras de favoritas ao vivo como “Balada do Paulista” e “Pedrinho Pergunta”, o disco acaba sendo uma espécie de coletânea de melhores momentos. Em 13 faixas, claro.

01. Abertura
02. Olida's Song
03. Música pra Boi Dormir
04. Pedrinho Pergunta
05. Narcolepsia
06. Música pra Colocar Naquele Som Com Despertador
07. De Dentro pra Fora
08. Todo Mundo Cheira
09. Lá e Dó
10. Balada do Paulista
11. Piu
12. Copo Nordestino
13. A Clausura da Rima



Lulina “Bolhas na Pleura” (GRR019; 2006)
> indie-rock; twee

Reedição do quinto álbum da cantora recifense, parte da série de reedições de todo catálogo da menina fofa, que costuma gravar apenas 13 cópias de seus discos para distribuir para os amigos. No seu universo convivem comediantes moribundos, videogames, formigas, ficção científica, seres verdes, lembranças distorcidas da infância e visões peculiares do dia-a-dia, enxergadas através do colorido caleidoscópio twee da escola Beat Happening e The Pastels.

01. Blebs
02. Mata-Moscas
03. Eu Amava Novalgina
04. Jerry Lewis
05. Faxina no Juízo (Sambinha Lulínico)
06. A Margarida
07. Mi Gostar Musga
08. Bum
09. Criar Minhocas é um Negócio Lucrativo
10. O Que Você Estiver Vendo a Nuvem Formar Agora
11. Argumentos
12. Bosta Nova
13. Ciclo



Rohrer / Barella + Erkizia “s/t” (GRR018; 2006)
> improv; experimental

Trabalho inédito de Thomas Rohrer e Miguel Barella, uma colaboração gravada ao vivo em São Paulo em 2004, na ocasião da visita do artista sonoro Xabier Erkizia, do País Basco. A parceria de Rohrer e Barella, desenvolvida com base em processamentos em tempo real de forma analógica de guitarras descontruídas, gongos, delays digitais e metais com feedback, vai harmoniosamente ao encontro das esculturas de som produzidas pelo laptop de Erkizia.

01. Assault [trecho 1] [trecho 2]



Rohrer / Barella “Gongs” (GRR017; 2006)
> improv; experimental

Gravado ao vivo em 2003, com processamento em tempo real sem truques de computador, a dupla de Thomas Rohrer e Miguel Barella (não, não é meu parente) se regojiza com uma sessão de espancamento de gongos que deve ser incrível de testemunhar. Além dos pratos, Rohrer faz ouvir seu sax e Barella mixa tudo na hora, adicionando efeitos digitais e quilos de delays. Tudo improvisado, com efeito próximo da música ambient, suave e confortante.

01. Gongs Part I
02. Gongs Part II



Rohrer / Barella “4 Early Pieces” (GRR016; 2006)
> improv; experimental

Compilação das primeiras peças da dupla Thomas Rohrer e Miguel Barella. O suíço Rohrer desenvolve um trabalho que anda pela improvisação livre, jazz e regionalismo. Barella tem currículo no Agentss, Voluntários da Pátria e LCD, experimentando com processamentos eletrônicos na escola de Brian Eno e Robert Fripp. Nesses encontros, Barella processa em tempo real o sax e a rabeca de Rohrer, acrescentando guitarra e mais overdubs eletrônicos.

01. Thick Air
02. Slow Walk in the Museum
03. Puzzle Sky
04. Tenor Possible



Loosers “Otha Goat Head” (GRR015; 2006)
> experimental; improv

Na época da Generics, embrião das festas da Peligro, sempre rolava Loosers. Era então uma boa banda de pós-punk. Os portugueses mudaram de rumo totalmente, abraçando a música livre e o improviso, colhendo e processando elementos de gêneros como minimalismo, dub, krautrock, no wave, space-rock, psicodelia, free jazz e outros, em perfeita harmonia com o xamanismo urbano de coletivos como No Neck Blues Band e Sunburned Hand of the Man.

01. VIII
02. Xth
03. Vth
04. IVth
05. IIIrd
06. Auspiciously Decorated
07. Ist
08. VI
09. The Cops Protect You
10. You Suffer
11. One Albino Doesn't Make a Summer



Bonde do Rolê “Solta o Frango EP” (GRR014; 2006)
> funk carioca; eletrônica

A essa altura do campeonato, acho que o trio Bonde do Rolê dispensa apresentações. Além de transformar Curitiba na nova capital do funk carioca (incoerência?), o grupo bagunçou o estilo adicionando rock, eletrônica e mixagens perfeitas. Apadrinhados pelo Diplo, fizeram turnês pela Europa e Estados Unidos e foram aclamados pela imprensa internacional, tudo sem lançar um único disco. Pra cobrir essa lacuna, nada melhor que um EP com todos hits.

01. Solta o Frango
02. Bondallica
03. Caminhão de Gás
04. Quero Te Amar
05. Melô do Tabaco [A-Trak Remix]
06. Dança da Ventuinha [DJA's Reaper Remix]



Muep Etmo “3 Cavera” (GRR013; 2006)
> idm; experimental

Novo disco do projeto solo de Fábio Villas Boas, que responde também por metade do duo experimental Müvi. Segundo o próprio, o álbum apresenta sua visão do hip hop. Tenho que dizer que nunca vi o hip hop com esses olhos, mas se o Pan Sonic se juntasse com o Boards of Canada pra fazer um disco de hip hop, imagino que os resultados seriam tão distorcidos quanto esses. Sabe duma coisa? Depois da explicação, tem tudo a ver. Perturbado e genial.

01. 00
02. 01
03. 02
04. 03
05. 04
06. 07
07. 08
08. 09
09. 10
10. 11
11. 12
12. 13
13. 14
14. z 5 6



Índios Eletrônicos with Glen Hall “Índios Eletrônicos with Glen Hall” (GRR012; 2006)
> experimental; space-rock

O novo disco de uma de nossas bandas curitibanas favoritas é a colaboração com o jazzista canadense Glen Hall, que traz na bagagem ligações com nomes de peso como Lee Ranaldo e o lendário arranjador Gil Evans. Executado à distância, o álbum mostra uma faceta ainda mais radical das guitarras experimentais dos Índios Eletrônicos, que usam todo seu arsenal imponente de pedais de efeito para processar os ruídos e ondas sonoras enviadas por Hall.

01. Vírus Glen Glerm
02. Patada de Rinoceronte Branco Gay
03. Noite da Retirada dos Véus
04. Interluxeando GlenGlenGlen...



Guab “Versus” (GRR011; 2006)
> mixtape; indie-rock

Tido por muitos como o melhor DJ de rock do país, fato incontestável para quem freqüenta os sábados do Milo Garage, Guab volta com outra de suas famosas mixtapes. Dessa vez, a história é um pouco diferente. Mais que uma mixtape, Versus é um disco de colaborações e apropriações, encarando duelos com nomes como Fugazi, Telepatas, Rogério Duprat (vezes três!), Cartola, Noam Chomsky e ainda instigando Tom Zé a um embate fatal com o Diplo.

01. Waiting Room Dub: Guab vs Fugazi
02. Attack On Democracy: Guab vs Chomsky
03. Stereo Man Rmx: Guab vs Jumbo Elektro
04. Vegas Special Rmx: Guab vs Os Telepatas
05. 10 Anos Depois... Rmx: Guab vs Labo
06. Preciso Me Encontrar Rmx: Guab vs Cartola
07. Papel Reclame Rmx: Guab vs Clementina De Jesus
08. We’re So Happy Rmx: Guab vs Medeski, Martin And Wood
09. Tom Zé vs Diplo Livemix
10. Irene Rmx: Guab vs Rogerio Duprat
11. Enquanto Seu Lobo Não Vem Rmx: Guab vs Rogerio Duprat
12. Mamãe, Coragem Rmx: Guab vs Rogerio Duprat



Müvi “Você pensa e faz ao contrário” (GRR010; 2006)
> idm; experimental

Vocês se lembram do Gunfunter Kusten, um trio que fez um espetáculo eletro-quadrifônico numa noite da Peligro no Milo Garage? Eles viraram uma dupla e agora atendem por Müvi. Para o primeiro álbum com a nova alcunha, Fábio Villas Boas e Ricardo Carioba entraram numa espiral com a intenção de cavar seu próprio nicho musical, agregando e distorcendo gêneros, com resultados só comparáveis à fase áurea da Warp com Autechre e Aphex Twin.

01. Algum dia
02. Hellen Flavin
03. Este foi o momento que eu consegui olhar pra frente
04. Lembro totalmente deste momento
05. Você deve estar em algum lugar
06. Você pensa e faz ao contrário
07. Mastra
08. 0[]_[



Lado 2 Estéreo “Liberation” (GRR009; 2006)
> samba; grindcore

Em 2001, Julliano Lima e Josh S. deixaram o Monasterium, um dos grupos precursores do grindcore e metal extremo em Teresina, do qual fizeram parte por sete anos. Contrariando todas as expectativas, a dupla mergulhou no dub eletrônico e no samba, porém sem ignorar suas origens. A primeira experiência resultou no EP Liberation, gravado em Recife ao lado do então também iniciante DJ Dolores. Nosso relançamento ainda inclui duas faixas extras.

01. Liberation
02. Home
03. Relief?
04. The Bomb
05. Anguish
06. Liberation Samba Ganja (DJ Dolores Remix)



Ahlev de Bossa “Ahlev de Bossa” (GRR008; 2005)
> post-rock; experimental

Álbum de estréia do supergrupo experimental de Recife, formado por integrantes de bandas como Combo Recife de Improviso, Embuás e Granola. Baseado na composição intuitiva e livre improviso, o Ahlev de Bossa recebe influências de música erudita e popular, juntando minimalismo e rock progressivo, post-rock e concretismo e bossa nova e chorinho e música eletro-acústica. Assim, trompa e violão de sete cordas respiram entre guitarras distorcidas.

01. Ahlev de Bossa
02. Papo Cabeça I e II
03. Papo Cabeça III
04. Papo Cabeça IV
05. Señorita Amnesia



Fossil “Desconforto” (GRR007; 2005)
> post-rock; experimental

O quarteto cearense Fóssil surgiu de sessões de improviso entre ex-integrantes de bandas de heavy metal. Cansado da ditadura da canção de três minutos, o grupo formulou a teoria do desconforto, regida pela livre improvisação, repetição e sobreposição de camadas sonoras. Nesse primeiro disco, gravado ao vivo no estúdio, foram três faixas em quase 40 minutos. Sunn0))) encontra Explosions in the Sky em baixíssima freqüência. Para ouvir muito alto!

01. Cum-panere [Intriga de Tolos]
02. Algia
03. Prenúncio



input_output “eu contenho todos os meus anos dentro de mim” (GRR006; 2005)
> experimental; post-rock

Douglas Dickel é guitarrista da banda de post-rock Blanched, mas trabalha nas horas vagas em seu projeto solo input_output (minúsculas, por favor). Ainda que dedilhados de guitarra remetam à sua outra banda, Douglas mexe com colagens sonoras, narrações e muito ruído. Samples de vozes e texturas preenchem esparsamente as camadas, partindo de minimalismo distorcido até noise quase industrial. Sombrio e incômodo, como um filme de David Lynch.

01. eu contenho todos os meus anos dentro de mim
02. caminho
03. joelho
04. escombros
05. aço, asfalto, plástico
06. cada vez mais
07. aranhas versus abelhas
08. medo
09. indústria brasileira de lavadoras automáticas
10. albatroz
11. insect-project
12. joseph campbell
13. banho quente
14. qualquer lugar/somewhere
15. squash/póquet



Hollertronix “Hollertronix: Never Scared” (GRR005; 2005)
> mixtape; hip-hop

Antes de lançar o álbum Florida e ficar conhecido no mundo todo, o Diplo já fazia fama na Filadélfia com seus DJ sets e mixtapes. Junto com seu comparsa Low Budget, as mixagens resgatavam o hip hop dirty south e juntavam com miami bass. Isso é pré-funk carioca, mas dá pra sacar porque o gênero pegou o cara de jeito. Quem presenciou o set surpresa na festa da Peligro sabe quanto vale isso. Esse disco, raridade lá fora, é um relançamento exclusivo!

01. Never Scared
02. Don't Get It Twisted
03. Thick Jawns
04. Real Jawns
05. So Many Shrimp
06. Feeling Some Type of Way
07. Fall Back
08. Dear Shorty
09. Sweet to the Belly
10. Ol Head
11. Gujarati Soundclash



Vurla “s/t” (GRR004; 2005)
> post-rock; experimental

Gravado em 2003, na considerada fase áurea do então octeto paulistano, o disco submerge somente agora por motivos mais do que obscuros. Micro-sinfonias instrumentais, estruturas improvisadas e sonoridade experimental que caminham pelo krautrock, no wave, post-rock, pós-punk, minimalismo e folk psicodélico, criando climas que vão do hipnótico ao caótico, do meditativo ao agressivo, do espiritual ao não-linear, da simples diversão ao xamanismo.

01. Metau
02. Wim Wenders/Pandemonium
03. Krautdemonish
04. Sandinista



Sandro Garcia “Enigma Central Park: Demos Vol. 1” (GRR003; 2005)
> folk-rock; psych-folk

O lendário Sandro Garcia (Continental Combo, Momento 68, Charts) chega com seu disco solo ao terceiro lançamento da Peligro. Como diz o subtítulo, o disco traz demos que foram aproveitadas por alguma de suas bandas, além de canções solo, idéias, estudos e improvisos no violão. Esse é primeiro volume da série inspirada em Scoop, do Who Pete Townshend. Folk, psicodelia, jazz, mod e por aí vai. O encarte traz comentários das faixas pelo Sandro.

01. Enigma Central Park
02. Jazzy-Man Metrópole
03. O Homem Retalho
04. Ruas e Parques
05. Être Le Jouet
06. Onze da Tarde
07. Tempos de Glaciação
08. Pedras, Flores, Solidão
09. Aretha, Aretha
10. Solar
11. Nova Manhã
12. No Céu, No Chão
13. Happy Blues
14. Outra Cidade
15. Paisley Tunics
16. Quarto Andar



Nancy “As Doença” (GRR002; 2005)
> avant-rock; experimental

O primeiro EP da Nancy, Lixorama, entrou já no informativo de estréia da Peligro e desde então não deixou a lista dos mais vendidos. Gostamos muito, logo: novo disco da banda e segundo lançamento da Peligro! Seis faixas, inclusive uma versão deturpada de um som do Carlinhos Brown. Música experimental e vocal suave sussurrando sobre hospitais e sangue. Mais do que nunca, a Nancy atingiu o som que sempre quis fazer: black metal pra namorar.

01. Valsinha (do Corte e Sutura)
02. Doe Sangue
03. Goiânia Rock City
04. Sambora
05. Por Favor, Não Morra



Tony da Gatorra “Só Protesto” (GRR001; 2005)
> outsider; pós-punk

Com muito orgulho a Peligro acolhe o Tony da Gatorra como nosso primeiro lançamento, totalmente remasterizado! Um eletro-técnico gaúcho, hippie cabeludo coberto de medalhas com o símbolo da paz, que INVENTOU um instrumento totalmente surreal que chamou de Gatorra, um misto de bateria eletrônica com sintetizador, em forma de guitarra. No som, Wesley Willis encontra Objeto Amarelo, com letras de protesto. Pós-punk outsider! Gênio!

01. Eu Protesto
02. Rap Verdade
03. Voz dos Sem Terras
04. O Que Tu Tem
05. Sublime Paz nº 02
06. Brasil 500 Anos
07. Espiríto Luz
08. Droga Fatal
09. Assassino
10. Era de Aquárius
11. Sublime Paz nº 01



Blue Afternoon “Radio Sessions” (GRR000; 2004)
> folk; avant-rock

Difícil falar do próprio disco sem parecer arrogante, mas nesse caso, Radio Sessions é o que o próprio nome diz. Gravado no início de 2004, no meio de uma seqüência de shows, o disco é dividido ao meio em partes acústica, na rádio UOL, e elétrica, na rádio Brasil 2000. Único registro da banda incrível que me acompanha ao vivo, formada por lendas da cena: Eduardo e Bruno Ramos, Pedro Palhares e Ronaldo Evangelista. Limitado em 100 cópias.

01. I Can't Cry
02. Green Eyes
03. Wicked Game
04. Grenade
05. Ready for the Worse
06. Moonshiner
07. Grenade
08. Blood
09. Green Eyes
10. Ready for the Worse
11. Moonshiner
12. The Fading Song